quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Inverno de 2017, no estado de Sergipe

Overland Amaral, coordenador do Centro de Meteorologia.
  Foto: Ascom/Semarh.

Publicado originalmente no site Comunicacao Vip, em 16 de agosto de 2017.

Inverno de 2017 é o mais rigoroso dos últimos seis anos em Sergipe

O inverno deste ano na região Nordeste, especialmente em Sergipe, está sendo o mais frio e chuvoso dos últimos seis anos, e não precisa ser especialista no assunto para perceber as características tão peculiares e inerentes à estação, que teve início oficialmente no último dia 21 de junho e finda já em 22 de setembro. De acordo com a sala de situação do Centro de Meteorologia de Sergipe, vinculado à secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh), as condições climáticas deste inverno estão acima do normal e ultrapassaram as médias históricas para o período, mesmo antes do inverno ter começado.

“As chuvas tiveram início, na verdade, desde o final do mês de abril, conforme a nossa previsão climática. De lá para cá, as chuvas têm sido excedentes em mais de 20%. Em maio, o excedente foi de mais de 50%; junho 50%; e julho também em torno de 50%. Estamos em agosto, último mês de contribuição de chuvas para o estado. Mas esse mês também tem seu índice pluviométrico semelhante a abril. Na região do Litoral, adentrando o Agreste, nós temos um índice pluviométrico acumulado de 800 a 1100 milímetros (mm) até julho, extremamente acima da média. Da região Agreste para o Sertão, está em torno de 400 a 800mm; e no Alto Sertão de 400 a 550”, explicou o coordenador do Centro de Meteorologia, Overland Amaral.

Recursos hídricos

Ainda conforme Overland, as chuvas deste inverno foram suficientes para o reabastecimento dos recursos hídricos, em especial dos açudes e barragens. “Essas barragens que têm uma dupla utilização, tanto para a agricultura quanto para abastecimento humano, estão plenamente cheias e devem continuar assim até o final do inverno. Para a agricultura não teve ano melhor do que esse, porque houve chuvas suficientes para o desenvolvimento, principalmente, das culturas tradicionais como milho e feijão. Se espera uma grande safra decorrente desse inverno chuvoso”.

Temperaturas

As temperaturas também apresentam índices menores com relação aos anos anteriores, com médias entre 14ºC e 18ºC nas regiões mais elevadas do interior, como Agreste e Alto Sertão. “Hoje, em Aracaju, por exemplo, as temperaturas mínimas estão entre 20ºC e 21ºC. Normalmente, as temperaturas mínimas no litoral ficam em 24ºC e 25ºC. Isso vai continuar durante todo o mês de agosto, decorrente de circulações de frentes e de ventos frios que chegam do Sul. Essa chuva de hoje é típica de inverno, de escoamento de frente que chega a nossa região. A instabilidade continuará até o final do mês”, prevê.

Via ASN.

Texto e imagem reproduzidos do site: comunicacaovip.com.br

sábado, 9 de maio de 2015

Mistério de 'lago perdido' que desaparece anualmente...



BBC
08/05/2015.

Mistério de 'lago perdido' que desaparece anualmente intriga cientistas
Vídeo sobre o fenômeno foi visto 2 milhões de vezes no YouTube; não se sabe ao certo para onde vai a água.

Lucía Blasco
Da BBC Mundo.

Um vez por ano, um misterioso buraco absorve a água do "lago perdido" do Oregon, nos Estados Unidos, fazendo com que ele desapareça sem que ninguém saiba onde está indo parar.

É um caso estranho que há séculos intriga cientistas e que agora está chamando atenção após a publicação de um vídeo no YouTube por um jornal local.

O vídeo já foi visto mais de 2 milhões de vezes.

De acordo com os especialistas que estudaram o fenômeno, o desaparecimento do lago se deve a uma zona vulcânica onde se encontra.

"Não se sabe com certeza para onde a água vai, mas alguns pesquisadores apontam que ela cai por tubos de lava e se infiltra na rocha vulcânica, convertendo-se em um lago subterrâneo", disse à BBC Mundo Jude McHugh, porta-voz do Bosque Nacional de Willamette, onde fica o lago.

Mas, segundo ela, apesar de o lago estar desaparecendo agora, a água vai voltar no futuro. "É um fenômeno comum nesta época do ano, não devemos nos alarmar", afirma.

Túneis submarinos.

As erupções próximas ao local causaram a criação de tubos vulcânicos. Quando a larva emerge de um vulcão, a parte que fica no exterior se esfria ao entrar em contato com o ar, explica McHugh.
"A lava quente continua fluindo por debaixo da crosta terrestre, como se fossem túneis submarinos", disse a porta-voz do bosque.

Esse túneis carregam a água como se fossem um sistema de saneamento. "O lago se enche de água no inverno e depois seca por completo, convertendo-se em um pasto."

A grande pergunta sem resposta é: para onde vai a água do lago?

Ferro velho

É aqui que entra a teoria de um lago subterrâneo. Mas, até agora, ela não foi comprovada.
A especialista disse à BBC Mundo que houve várias tentativas (não autorizadas) de bloquear o buraco com peças de ferro-velho nos últimos anos.

O Serviço Florestal encontrou peças de carros, motores e outras sucatas no buraco que, presumivelmente, eram uma tentativa de parar a drenagem.

McHugh confirmou que, ainda que sejam casos isolados, é importante que as pessoas tomem consciência sobre o assunto.

"Isso é fortemente desaconselhado", diz McHugh.

"Se alguém conseguir tapar o buraco desta forma - o que a gente acredita ser muito improvável - só resultaria em uma inundação do lago e da estrada."

"Jogar lixo no lago não é a solução e é importante que as pessoas tomem consciência sobre a importância de respeitar nosso ecossistema."

Texto e imagens reproduzidos do site: g1.globo.com/ciencia-e-saude

sábado, 4 de maio de 2013

Pedras que 'andam' e deixam rastro nos EUA

Pedra deixa rastro na Racetrack Playa, no Death Valley,
 EUA (Foto: Creative Commons/TravOC).

Pedras que 'andam' e deixam rastro intrigam turistas em vale dos EUA
Rochas que se movimentam por até 450 metros são alvo de pesquisas.
Fenômeno acontece no Death Valley, na Califórnia.

Um fenômeno misterioso atrai turistas a um parque na Califórnia, nos EUA. Na Racetrack Playa, em Death Valley, diversas pedras se movimentam e deixam um claro rastro no solo.
Uma vez no leito seco do lago, elas se movem – algumas “viajaram” por até 450 metros. Há também aquelas que se movimentam em pares, deixando dois rastros tão sincronizados que parecem ter sido feitos por um carro.
Segundo a Nasa (agência espacial americana), ninguém viu as pedras se movendo de fato, mas a mudança de posição e as trilhas que elas deixam têm intrigado cientistas desde os anos 1940.
“As explicações mais óbvias – ação de animais, gravidade ou tremores de terra - foram descartadas, deixando espaço para várias especulações ao longo dos anos”, afirma a agência em seu site.
Uma das teorias mais aceitas sugere que uma rara combinação de condições de chuva e vento é responsável pelo fenômeno. Segundo uma pesquisa, a chuva molha a superfície do solo, deixando-o firme, mas escorregadio, enquanto ventos fortes empurram as pedras.

Foto e texto reproduzidos do site: g1.globo.com/turismo-e-viagem

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Queda de Meteorito na Rússia (15/02/2013)



Meteorito deixa quase mil feridos e causa pânico na Rússia
Número foi informado por governador da região de Cheliabinsk.
Vítimas tiveram ferimentos causados por estilhaços de vidro.
Do G1, em São Paulo

Cerca de 950 pessoas ficaram feridas em consequência de um meteorito que atravessou o céu sobre a Rússia nesta sexta-feira (15), lançando bolas de fogo na direção da Terra, quebrando janelas e acionando alarmes de carros, afirmou o governador da região de Cheliabinsk, Mikhail Yurevich, citado pela agência pública Ria Novosti.

"O número de feridos é de 950", declarou o governador. O balanço anterior era de mais de 500 feridos na região, muitos deles por estilhaços devido à quebra das janelas. Muitos feridos foram tratados por cortes superficiais e hematomas causados pelos vidros quebrados, afirmou a polícia local à agência RIA Novosti.

O trânsito pela manhã foi detido subitamente na cidade de Cheliabinsk, nos Urais, enquanto o meteorito queimava parcialmente em sua queda ao ingressar na camada inferior da atmosfera sobre a cidade, iluminando o céu, segundo imagens exibidas pela televisão.

Os primeiros relatórios afirmaram que uma parte do meteorito caiu a 80 km da cidade de Satki, que fica 100 km ao oeste do centro regional, mas isto não foi confirmado oficialmente.
"Este meteorito foi um objeto bastante grande com uma massa de várias dúzias de toneladas", calculou o astrônomo russo Serguei Smirnov, do Observatório Pulkovo, em uma entrevista ao canal Russia 24.

Meteorito deixa feridos após cair em território russo

Moradores que estavam a caminho do trabalho em Chelyabinsk ouviram um barulho que parecia ser de uma explosão, viram uma luz forte e sentiram uma onda de tremor, de acordo com um correspondente da Reuters na cidade industrial, que fica a 1.500 quilômetros de Moscou.

O meteorito atravessou o horizonte, deixando um longo rastro branco em seu caminho que podia ser visto a até 200 quilômetros de distância, em Yekaterinburgo. Alarmes de carros soaram, janelas quebraram e telefones celulares tiveram o funcionamento afetado pelo incidente.

"Eu estava dirigindo para o trabalho, estava bem escuro, mas de repente veio um clarão como se fosse dia", disse Viktor Prokofiev, de 36 anos, morador de Yekaterinburgo, nos Montes Urais. "Me senti como se estivesse ficado cego pela luz", acrescentou.

Não foram relatadas mortes em consequência do meteorito, mas o presidente Vladimir Putin, que nesta sexta recebe ministros da Fazenda dos países do G20, e o primeiro-ministro Dmitry Medvedev foram notificados sobre os acontecimentos.

Não há informações sobre a relação da queda do meteorito com a passagem, nesta sexta, de um asteroide de 50 metros de comprimento a 27.700 km acima da superfície da Terra. A distância é menor do que a órbita dos satélites de comunicação.

Alguns veículos da imprensa chegaram a informar que uma chuva de meteoritos teria caído sobre os Urais.

Janelas de um centro esportivo ficaram destruídas após serem atingidas por meteoritos nos Montes Urais "Não foi uma chuva de meteoritos, mas um meteorito que se desintegrou nas camadas baixas da atmosfera", disse à agência "Interfax" a porta-voz do Ministério para Situações de Emergência da Rússia, Elena Smirnij.

Elena acrescentou que a onda expansiva provocada pela queda do corpo celeste quebrou as janelas de "algumas casas na região".

O ministério das Situações de Emergência disse que os níveis de radiação na região não mudaram e que 20 mil socorristas foram enviados para ajudar os feridos e localizar os que precisam de ajuda.

Texto reproduzido do site: http://g1.globo.com